Desde que me conheço por gente, sinto verdadeiro amor e admiração pela profissão de educador.
Para falar a verdade, quando tinha oito ou nove anos e passava as tardes dando aulas para as minhas bonecas, sonhava em, um dia, poder ter uma caixinha de giz, uma grande lousa e vários alunos “verdadeiros” em minha frente.
Os anos passaram e acabei me formando em jornalismo, uma profissão igualmente maravilhosa e que requer a mesma entrega e paixão diárias.
Porém, agora, mais uma vez confirmo o que sempre acreditei: nada, nada mesmo acontece por acaso, tanto que cá estou eu, compondo uma equipe extremamente dedicada, que faz com que a Projetos Escolares chegue às suas mãos todos os meses.
Assim como “elaborar” uma aula, preparar cada edição é um verdadeiro desafio.
Temos de pesquisar, questionar, ver, rever, discutir temas, colocar conceitos profundos em prática, e sempre com a consciência de que temos a obrigação de colaborar com aqueles que, segundo Celso Antunes, no livro Marinheiros e Professores, “têm o extremo privilégio de fazer surgir, deste novo aluno, um novo ser humano”.
Acredito que seja essa responsabilidade que torne esta revista e a educação tão apaixonantes.
Acompanhar e contribuir com a formação de cada cidadão, realmente, é um sonho que só você, educador, tem a chance de vivenciar com tamanha intensidade.
É como comparou Antunes, na mesma obra: “Creio que a mais importante profissão de todos os tempos, ainda que mal remunerada e extremamente sacrificada, foi a de marinheiro nos séculos XV e XVI.
Nada deveria igualar a alegria e a emoção de ser o primeiro, da proa, a avistar um mundo novinho em folha que estava sendo descoberto”.
Você se identificou com essa frase?
Pois é, nada é por acaso.
O professor é o grande marinheiro dos dias de hoje.